Aprenda todos os segredos para mandar muito bem na prova e redação do Enem.

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Atividades sobre o uso de pronomes

Nesta atividade já com gabarito você vai estudar um pouco mais o uso das conjunções na construção de textos coesos. Faça cada uma das atividades e, em seguida, verifique os gabaritos. Estudo desde já para o Enem e prepare-se com qualidade e tempo para a prova. Expanda seus estudos consultando ainda o nosso site chamado Português pra Passar.
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Proposição única: Julgue as estruturas que seguem, empregando V ou F.

a) Os relatórios  a que aspiro desapareceram da pasta.   [ V – F ]
 
b)   As fichas as quais  aludiram  provam que Murilo é incapaz.  [ V – F ]
 
c) Renato encontrou as irmãs em quem confiamos [ V – F ]
 
d) Há drogas aonde ele se hospedou.  [ V – F ]
 
e) O apartamento no qual chegamos há pinturas raras.   [ V – F ]
 
f) Os livros a cujas páginas me referi esclarecem complexos tópicos.  [ V – F ]
 
g) O bairro por onde caminhei não proporciona segurança.  [ V – F ]
 
h) O  bairro de onde vim não proporciona segurança. [ V – F ]
 
i) O bairro onde moro não proporciona segurança. [ V – F ]
 
j) O bairro aonde andei não proporciona segurança. [ V – F ]

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS:


a) V
 
b) F   ( “...às quais...” )
 
c) V d) F  (  “...onde ele...)
 
e) F  (“ No apartamento ao qual chegamos há pinturas raras”) * O verbo CHEGAR pede a preposição “a”  para constituir seu adjunto adverbial de lugar “aonde” . Outrossim, também se deve verificar a composição da oração principal, ou seja, a oração que não apresenta pronome relativo, pois a irregularidade gramatical pode estar presente. Verifica-se erro ao não se empregar a preposição “em”  fundida com o artigo masculino/singular que antecede o substantivo “apartamento”.
 
f) V
 
g) V
 
h) V
 
i) V
 
j) F   (  “ ... onde andei...) /  ( “... por onde andei...”)   * Ambas corretas ao lado.   

Revisão de Linguagens para o Enem

Passar no Enem é o primeiro passo para uma carreira de sucesso. Muitas são as universidades que usam a nota deste exame para sua seleção. Por isso mesmo, mandar muito bem na prova de Língua Portuguesa e na redação faz toda a diferença. Esta é uma seleção de links de matérias publicadas na internet e que ajudam muito a revisar a matéria antes da prova.
Caso você vá fazer um vestibular, concurso público ou mesmo se ainda está fazendo suas provas para conclusão do Ensino Médio, confira nossa fanpage para saber de tudo que publicamos na internet.
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Como estudar para o ENEM

O ano começou e muitos alunos que farão o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já começam a pensar em como farão para passar. A tensão aumenta à medida que a prova se aproxima, mas ainda é tempo de planejar estratégias de estudo para  prova.


Dicas para estudar para o ENEM


Neste momento, é bom prestar atenção às dicas dos professores para o ENEM. Dentre elas, destaco:
  • Prestar bastante atenção às aulas revisionais para o ENEM;
  • Buscar revistas de atualidades nas bancas de jornais;
  • Assinar uma revista semanal para acompanhar tudo que acontece no Brasil e no mundo;
  • Fazer simulados online para o ENEM e cronometrar seu tempo de prova;
  • Traçar uma estratégia de ordem para responder as questões;
  • Fazer as redações propostas em sua escola. Melhor escreve quem treina antes.
Não é o momento ainda de pensar no dia da prova, mas desde já fique atento aos erros cometidos pelos candidatos do Enem anterior para que aprenda com os erros deles. É muito mais sábio quem faz isso.

RESUMO DE “A CARTOMANTE” DE MACHADO DE ASSIS

Um conto muito interessante que pode ser usado em provas como o ENEM é “A Cartomante” de Machado de Assis. Abaixo você encontrará um resumo deste conto para que possa ter ideia do assunto tratado.

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A cartomante é a historia de Vilela, Camilo e Rita envolvidos em um triângulo amoroso. A historia começa numa Sexta-feira de novembro de 1869 com um dialogo entre Camilo e Rita. Camilo nega-se veementemente a acreditar na cartomante e sempre desaconselha Rita de maneira jocosa. A cartomante está caracterizada neste conto como uma charlatã, destas que falam tudo o que serve para todo mundo. É um personagem sinistro, que apesar não ter nem o seu nome revelado (característica machadiana), destaca-se como um personagem que ludibria os personagens principais. Rita crê que a cartomante pode resolver todos os seus problemas e angústias. Camilo já no fim do conto, quando está prestes a ter desmascarado seu caso com Rita, no ápice de seu desespero, recorre a esta mesma cartomante, que por sua vez o ilude da mesma forma como ilude todos os seus clientes, inclusive Rita. A mulher usa de frases de efeito e metáforas a fim de parecer sábia e dona do destino de Camilo, este que sai de lá confiante em suas palavras e ao chegar no apartamento de Vilela encontra Rita morta e é morto a queima roupa pelo amigo de infância, que já está sabendo da traição da esposa e o esperava de arma em punho.

Porque o buraco na camada de ozônio está na Antártica?

Você já se perguntou porque o buraco na camada de ozônio está na Antártica? Neste post abordaremos este assunto. 

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Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo. 

O INPE desenvolve importante programa de observações da camada de ozônio, mantendo no território nacional uma rede de observatórios da camada de ozônio e de radiação ultravioleta. O grupo é muito ativo em termos de publicações e participação em eventos internacionais. Dois de seus membros já foram parte do IOC, International Ozone Commission. Fora do Brasil, instalou-se ainda um observatório em La Paz, na Bolívia, para obter dados de altitude nos Andes, e também no Chile, na região mais austral do continente, em Punta Arenas, com o objetivo de observar o Buraco da Camada de Ozônio, fenômeno tipicamente Antártico. 

Seguem abaixo dois exemplos de medidas feitas em Punta Arenas, Chile, região da Antártica, onde se pode observar o Buraco na Camada de Ozônio da Antártica. 

Exemplo do buraco de ozônio da Antártica, mostrando concentrações de ozônio em nbar (nanobar) em função de altura em km, em função do tempo (dias de outubro); a concentração é mínima no dia 12, 13, e 14 de outubro de 1995, quando o buraco passa por cima de Punta Arenas.
Representação do buraco de ozônio da Antártica, visto em Punta Arenas, em função da variação do conteúdo total de ozônio, medido por duas técnicas diferentes: usando espectrofotômetro e usando sondagens de ozônio. 
 
A Radiação Ultravioleta é uma parte sui-generis do espectro solar, e pode ser separada em três partes: a radiação UV-A, que se estende desde 320 a 400 nanometros (nm); a radiação UV-B, que vai de 280-320 nm; e a radiação UV-C, que vai de 280 a comprimentos de onda ainda menores. O UV-C é totalmente absorvido na atmosfera terrestre, e por isto não é de maior importância para medidas feitas da superfície da Terra. O UV-A é importante, porque não é absorvido pela atmosfera, a não ser por espalhamento nas moléculas e partículas, e porque tem efeitos sobre a pele humana. A radiação UV mais importante, sem dúvida, é a UV-B. Esta radiação é absorvida na atmosfera pelo ozônio, na estratosfera. A pequena quantidade que passa pela atmosfera e atinge a superfície é muito importante, porque excessos desta radiação causam câncer de pele, e são a grande preocupação dos médicos dermatologistas. Como a camada de ozônio está ainda diminuindo, e vai continuar assim por mais algumas décadas, acredita-se que o UV-B vai aumentar sua intensidade no futuro. 

É por isto que as medidas de UV-B, em diversas situações e em vários sítios, é considerada tão importante. Já existe tecnologia adequada para se medir o UV-B. 

Instrumento que mede a radiação UV-B em vários canais importantes do espectro, permite estudos da camada de ozônio e do Buraco na camada de ozônio, e da radiação UV-B. A foto mostra um instrumento instalado na Estação Brasileira da Antártica, Comandante Ferraz
 
O INPE mantém uma importante rede de monitores de UV-B no território nacional, e tem oferecido estas informações à comunidade médica. Um dos objetivos do trabalho é divulgar o índice de UV-B, que é um número sem dimensões que visa definir quantitativamente se o sol está forte ou fraco. É um número de 0 a 16. No inverno, em S.Paulo, por exemplo, o índice é da ordem de 5, e no verão da ordem de 12.









ENEM - A camada de ozônio continua ameaçada?

Será que a camada de ozônio, mesmo com tanta exposição na mídia e fiscalização, continua ameaçada? É sobre isso que falaremos neste post. Considere ler os posts iniciais da série sobre a camada de ozônio clicando nos marcadores abaixo. 

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O dia 16 de setembro de 1997 marcou o décimo aniversário da assinatura do Protocolo de Montreal Sobre as Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, um acordo internacional destinado a reduzir os trágicos efeitos do desenvolvimento industrial sobre o fino escudo atmosférico que protege a Terra - e todos os seres que nela vivem - dos mortais raios ultravioletas B (UV-B).
Mas será que há razões suficientes para uma comemoração? Estudos científicos realizados anualmente demostram que a camada de ozônio continua a diminuir, apesar das medidas de proteção impulsionadas pelo Protocolo de Montreal.
Dados da agência espacial norte-americana NASA mostram que em 1996 o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu o recorde de 16 milhões de km quadrados - área duas vezes maior que o Brasil.
Em algumas regiões, já foram detectados níveis de raios UV-B cinco vezes mais altos do que o normal. As conseqüências dessa radiação excessiva são tremendas: câncer de pele, catarata, danos ao sistema imunológico, redução da biodiversidade etc.
As grandes inimigas da camada de ozônio são as moléculas de cloro [1] e de bromo lançadas na atmosfera em decorrência de produtos e tecnologias industriais. As principais dessas substâncias são os CFCs (clorofluorcarbonos), HCFCs (hidroclorofluorcarbonos) e brometo de metila [2]- presentes em ampla gama de produtos - gases refrigerantes, solventes, espumas etc. Esses gases tendem a se acumular nas regiões mais frias do planeta tais como os pólos. Por isso o buraco na Antártida é tão grande.
Os CFCs são gases cumulativos: uma vez na estratosfera, ficam por décadas ou mesmo séculos. Ou seja: mesmo que todo o mundo deixasse de produzir CFC hoje, a camada de ozônio continuará a sofrer os efeitos por muito tempo.
Para manter seus lucros, a poderosa indústria química mundial têm resistido fortemente aos esforços destinados a proteger a camada de ozônio. Durante anos, seus porta-vozes negaram os efeitos destrutivos do CFC sobre o ozônio, apontados pelo Greenpeace e por diversos cientistas. Foi preciso que a NASA confirmasse a maciça presença de monóxido de cloro sobre a Antártida para que a indústria se rendesse às evidências. Ao admitir os efeitos do CFC, a indústria química passou a defender o HCFC como alternativa. Alternativa falsa: o HCFC também destrói a camada de ozônio. Outra "solução" proposta pela indústria, o HFC (hidrofluorcarbono), embora não destrua o ozônio, é 3.400 vezes mais poderoso do que o CO² como fator de aquecimento global [3].
Desde 1995, o uso de CFC está proibido em todos os países chamados "desenvolvidos" do "Norte"- mas os chamados "países em desenvolvimento" do "Sul"- como o Brasil - ganharam um prazo maior (2005) para substituir o CFC por outros produtos menos nocivos ao ozônio. Desculpa para essa prorrogação: "proteger" a economia desses países, menos capazes de competir. Na prática, com a globalização da economia mundial, as empresas dos países desenvolvidos simplesmente ganharam a chance de transferir para os países não desenvolvidos suas unidades industriais e tecnologias proibidas. São elas que estão sendo "protegidas".

UM TRATADO CHEIO DE FUROS

Graças a tudo isso, o tratado internacional destinado a reduzir o buraco na camada de ozônio está ele mesmo cheio de furos:
O uso de substâncias destrutivas do ozônio é atualmente de 200 kg/ano per capita nos países desenvolvidos. Apesar das medidas adotadas nesses países, o consumo dessas substâncias aumentou 45% na última década.
O Fundo Multilateral [4] do Protocolo de Montreal continua a financiar projetos utilizando HCFCs, contrariando decisões que limitam o uso dessas substâncias nocivas em aplicações onde não existem soluções ambientalmente corretas. Um bom exemplo disso é o financiamento de US$ 5 milhões aprovado na 19ª reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral, em outubro de 1996, para a empresa brasileira Multibrás [5]. A empresa quer usar os recursos para substituir os CFCs 11 e 12 por HCFCs e HFCs em seus produtos.
Os recursos do Fundo Multilateral são insuficientes e os atrasos no desembolso desses recursos adiam por vários anos a eliminação das substâncias destrutivas do ozônio.
O Protocolo de Montreal não vigora em várias regiões do planeta - tais como a Federação Russa.
Substâncias destrutivas do ozônio, como o brometo de metila, sequer são contempladas no Protocolo de Montreal.
A ausência de controle estrito sobre o HCFC e brometo de metila adia ou torna mais lento o declínio da presença de substâncias destrutivas do ozônio.
O comércio ilegal e o consumo de CFCs continua a ameaçar a camada de ozônio.

O PROTOCOLO DE MONTREAL SÓ VAI FUNCIONAR:
  • SE a produção e o uso das substâncias que destróem a camada de ozônio forem banidos. Nós não precisamos delas.
  • SE os países do Norte desenvolvido mantiverem suas promessas. Eles não estão. E não estão contribuindo com recursos financeiros suficientes para que o Fundo Multilateral possa ajudar os países do Sul, em desenvolvimento, a adotar tecnologias apropriadas.
  • SE os países do Sul atuarem de forma responsável - eles não o fazem. Alguns insistem em construir fábricas de CFC e fabricar produtos utilizando CFCs alegando não terem recursos para a conversão tecnológica de suas indústrias.
  • SE o Norte não despejar tecnologia obsoleta e poluente no Sul. Subsidiárias das indústrias químicas do Norte continuam a produzir substâncias destrutivas do ozônio nos países em desenvolvimento. Essas empresas continuam a fabricar seus produtos químicos destrutivos no Norte e a exportá-los.

















Exercício de português do ENEM de 1998

Para falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer o padrão formal da Língua Portuguesa, saber adequar o uso da linguagem ao contexto discursivo. Para exemplificar este fato, seu professor de Língua Portuguesa convida-o a ler o texto “Ai, Galera”, de Luís Fernando Veríssimo. No texto, o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativa do ouvinte.




Aí, Galera

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo "estereotipação"? E, no entanto, por que não?
- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
- Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
- Como é?
- Aí, galera.
- Quais são as instruções do técnico?
- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um con-tragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade,  valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
-  Ahn?
-  É pra dividir no meio e ir pra cima pra pega eles sem calça.
-  Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
-  Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
-  Pode.
-  Uma saudação para a minha progenitora.
-  Como é?
-  Ato, mamãe!
-  Estou vendo que você é um, um...
-  Um jogador que confunde o entrevistados pois não corresponde a expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipaçào.
-  Estereoquê?
-  Um chato?
-  Isso.
O texto retraia duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:
a) a saudação do jogador aos fãs do clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe.
b)  a linguagem muito formal do jogador, inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com desenvoltura, de modo muito rebuscado.
c)  o uso da expressão "galera", por pane do entrevistador, e da expressão "progenitora", por parte do jogador.
d)  o desconhecimento, por parte do entrevistador, da palavra "estereotipaçào", e a fala do jogador em "é pra dividir no meio e ir pra cima pra pega etes sem calça".
e)  o fato de os jogadores de futebol serem vítimas de estereotipaçào e o jogador entrevistado não corresponder ao estereótipo.
Resolução
A expectativa geral em relação a um jogador de futebol corresponde ao estereótipo mencionado no final do texto: "um ser algo primitivo com dificuldade de expressão", ou seja, alguém que dispõe de repertório cultural mínimo e se exprime de maneira tosca, elementar. O jogador representado no texto contraria essa expectativa, ao exprimir-se num português castiço e rebuscado, com vocabulário e sintaxe que fogem completamente até mesmo aos hábitos da linguagem oral mais educada.
O texto mostra uma situação em que a linguagem usada é inadequada ao contexto. Considerando as diferenças entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da linguagem usada ao contexto:
a)  "o carro bateu e capoto, mas num deu pra vê direito" - um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o outro que vai passando.
b)  "E ai, ò meu! Como vai essa força?" - um jovem que fala para um amigo,
c)  "Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação" - alguém comenta em uma reunião de trabalho.
d)  "Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta conceituada empresa" - alguém que escreve uma carta candidatando-se a um emprego.
e)  "Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro próximo, muito pouca comida nos lares brasileiros" -um professor universitário em um congresso internacional.
Resolução
No texto transcrito na alternativa e, o contexto de um congresso académico pediria o emprego de linguagem formal, correspondente ao padrão culto da língua. No trecho apresentado, fogem a esse padrão tanto o uso de "a gente" como pronome indefinido (uso típico da oralidade informal), quanto a concordância por silepse desse pronome, que é singular e de 3' pessoa, com a forma verbal "termos", plural e de 1ª pessoa.

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